A difícil missão de colocar valor em uma vida

  • 22/02/2019
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A difícil missão de colocar valor em uma vida

O Flamengo e as famílias das vitimas do incêndio ocorrido no centro de treinamento, conhecido como Ninho do Urubu, que ceifou a vida de 10 jovens atletas, possivelmente futuras estrelas do futebol brasileiro. Iniciam agora um novo capitulo da tragedia, a difícil tarefa de colocar um valor nas vidas e futuros perdidos.

Como definir o valor da indenização, esta sendo o foco da discussão,inicialmente os valores estavam sendo calculados com base na possível projeção da carreira das vitimas, levando em conta jogos pelas seleções sub15 e sub17, alem da atuação nos gramados pelo próprio time. Mas como levar em conta uma hipótese de carreira, para meninos ainda em formação, e que não tinham alcançado todo o seu potencial de crescimento? Meninos de 14,15 anos, que ainda ganhariam massa, altura e outras características de adultos.   

 Flamengo ainda nesta semana ofereceu uma proposta em que todas as famílias receberiam o mesmo valor, entre 300 e 400 mil reais, alem de um salário minimo por mês durante 10 anos. As famílias não aceitaram.

Assim foi aberto um processo de mediação entre as partes, para que se chegue a um acordo.

O processo de mediação foi instaurado pelo presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Cesar Cury, a pedido do Flamengo.

"As questões envolvendo os jovens atletas do Flamengo e seus familiares exigem um tratamento cuidadoso e individualizado, a fim de se encontrar uma solução justa e efetiva em tempo razoável", disse o desembargador.

De acordo com um dos advogados do Flamengo Álvaro Piquet Pessôa, a intenção do clube é buscar a melhor solução e de maneira mais célere, para atender a cada família das vítimas do incêndio.

"O Flamengo fez o pedido de instauração de uma mediação porque entende que o Núcleo de Resolução de Conflitos e Mediação do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro é o local mais adequado para que encontremos uma solução para as necessidades particulares de cada uma das famílias envolvidas nesse lamentável episódio", disse o advogado.

A audiência de conciliação foi solicitada pelo clube após o time recusar proposta da Câmara de Conciliação formada por outros órgãos estaduais que tinha como objetivo indenizar e garantir às famílias uma pensão que deveria ser paga pelo Flamengo.

Nesta quarta 21/02 , a Defensoria Pública, Ministério Público e Ministério Público do Trabalho queriam que fosse pago a cada família R$ 2 milhões e uma pensão de, no mínimo, R$ 10 mil por 30 anos. A oferta do Flamengo era de R$ 300 a R$ 400 mil e 1 salário mínimo por 10 anos.

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