OUTUBRO ROSA

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Em outubro, o Brasil fica cor-de-rosa. A cor, que ilumina monumentos históricos e prédios públicos, enfeita os laços que simbolizam o movimento e aparece com força em campanhas publicitárias serve para promover a conscientização da população sobre o câncer de mama, como uma parte importante das ações do chamado Outubro Rosa. A série de campanhas de conscientização sobre a doença, que é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, teve início nos EUA nos anos 1990 como forma de encorajar o público a conhecer melhor esse tipo de câncer, que afetou ao menos 1,67 milhões novos pacientes no mundo todo em 2012. No Brasil, apenas em 2016, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou 57.960 novos casos, dos quais mais de 14 mil resultaram em morte.

O objetivo da campanha é compartilhar informações sobre o câncer de mama e, mais recentemente, câncer do colo do útero, promovendo a conscientização sobre as doenças, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e contribuindo para a redução da mortalidade.

 

O diagnóstico precoce ainda é o maior aliado para o tratamento eficaz do câncer de mama. Quando identificado cedo pode ser tratado, impedindo que o tumor alcance outros órgãos.

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura.

O que é o Câncer de Mama?
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama formando um tumor. Existem tipos diferentes da doença tendo velocidades variadas de desenvolvimento.

Ainda de acordo com o INCA, a doença é o segundo câncer mais comum entre as mulheres, perdendo, apenas, para o câncer de pele. No Brasil estimam-se 59.700 casos novos de câncer de mama nos anos de 2018 e 2019. Em 2015 ocorreram 15.403 óbitos pela doença no país.

Apesar do cenário preocupante, o câncer de mama tem grandes chances de cura se descoberto precocemente. Além disso, há ações e fatores que podem auxiliar na prevenção.

Autoconhecimento é importante
Apesar da campanha ser realizada há mais de 20 anos, ainda há bastante informação que precisa chegar ao público. “Sabemos que ainda é preciso fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama e desmistificar conceitos em relação à doença”, comenta a professora Mariana.

O INCA participa da campanha desde 2010 e neste ano o tema é “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?” que tem como um dos objetivos, justamente, levar informações corretas à população. Um dos pontos da campanha 2018 do INCA é enfatizar a importância da mulher conhecer suas mamas, ficando atenta a alterações. A técnica denominada Breast Awareness trata exatamente sobre isso.

Fatores de Risco
De acordo com o INCA, a idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos), mas não é o único. “Obesidade e sobrepeso após a menopausa, o sedentarismo, o consumo de bebida alcoólica e a exposição frequente a radiações ionizantes, são alguns fatores e nesse caso estamos falando principalmente daqueles que podemos modificar relacionados aos nossos hábitos de vida”, aponta Mariana. O último fator apontado por ela inclui, também, a própria mamografia. Indicada para as mulheres sem sinais, sintomas e sem história da doença, devendo ser feita somente a cada dois anos e após 50 anos de idade completos.

Há, ainda, alguns fatores que não envolvem questões comportamentais, como os fatores da história reprodutiva e hormonal, além dos genéticos e hereditários. Primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter amamentado, primeira gravidez após os 30 anos e uso de contraceptivos hormonais são alguns dos fatores da história reprodutiva e hormonal. Quanto aos genéticos e hereditários, alguns apontados são os casos de câncer de mama e de ovário na família e alterações genéticas.

É importante ressaltar que se a mulher tiver mais de um desses fatores não significa, necessariamente, que terá a doença. Além disso, algumas evidências científicas sustentam que cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, explica Mariana.

Prevenção
Hábitos de vida saudáveis são as maiores indicações quando o assunto é prevenção. A prática de exercício regulares, alimentar-se adequadamente e manter o peso dentro do que é indicado pelos profissionais de saúde são algumas das formas de se prevenir. Para além, Mariana explica que a amamentação é considerada fator de proteção e, por isso, pode ajudar a prevenir a doença.

A nutricionista e professora do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da EEUFMG, Camila Kümmel, explica que os estudos que relacionam a alimentação e a doença têm mais certeza dos alimentos que aumentam o risco. Carnes vermelhas, principalmente processadas, excesso de gordura na dieta e consumo excessivo de álcool são alguns deles.

Camila afirma que dietas com maior volume de vegetais e especialmente de frutas, sugerem proteção para o desenvolvimento deste tipo de câncer. Ela explica, também, que o consumo de fibras e a escolha de melhores fontes de carboidratos com mais baixo índice glicêmico podem auxiliar na prevenção.

Tratamento
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, além da mamografia, todo o tratamento do câncer de forma gratuita. Cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica são as modalidades do tratamento.

FONTE: Instituto Nacional do Câncer (INCA)

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